O Ensino e a aprendizagem

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Educação e cidadania

Seguidamente presenciamos casos de violência e abusos dentro das instituições educacionais. Essa violência, que atinge alunos e professores, não é apenas física; mas também simbólica. Devemos nos aproximar da realidade educacional brasileira e lutar por uma educação de qualidade e democrática. Consideremos as especificidades de cada estudante, respeitando-os e os preparados para serem agentes históricos críticos e transformadores. Sejamos sensatos e lutemos por uma educação real e não ideal.

As múltiplas linguagens


Através dos outros, nos tornamos nós mesmos
                                                                                                                                    (Vygotsky)


Somos seres históricos e sociais. Crescemos  com os princípios e valores de uma determinada época. Aprendemos a viver em sociedade e nos desenvolvemos por meio das transmissões de experiências dos mais experientes. Sem interação do homem com o mundo não há “ser social”. Assim, a aquisição da linguagem, apresenta-se como o processo de apropriação das múltiplas linguagens que acontece desde a infância.

É por meio das múltiplas linguagens, que se constituem como práticas sócias, que a vida em sociedade é compartilhada. Ou seja, é conversando, lendo, ouvindo histórias, brincando, dançando, trabalhando, trocando carinhos, jogando, assistindo a filmes, comendo, que se conhecem ideias, costumes, regras, conceitos e valores. (SABERES..., 2004, p. 36)


O bebê, desde o seu nascimento, se depara com um universo de linguagem. Na convivência com a família e com o meio, a criança recebe a transmissão de uma língua, junto com as normas, tradições e costumes da comunidade, do contexto em que está inserida.
À medida que a criança se desenvolve adquiri níveis lingüísticos e cognitivos mais elevados, enquanto seu campo de socialização se estende, principalmente quando ela entra na escola e tem maior oportunidade de interagir. Não há como educar sem comunicar. Para cada ato comunicacional, há uma potencialidade poderosa de educação.
De um modo geral, à perspectiva da interação social dos estudiosos da linguagem, as informações ou experiências do ambiente lingüístico da criança, são consideradas como aspectos de muita importância na aquisição da linguagem. Diversos estudiosos se debruçaram nos estudos sobre a importância da linguagem no desenvolvimento dos indivíduos, entre eles destacam-se BAKHTIN, VIGOTSKY, WALLON e BENJAMIN.

Referências:
SABERES sobre a infância: a construção de uma política de educação infantil. Goiânia: Secretaria Municipal de Educação, 2004.

História da infância

Outrora a concepção de infância era bem diferente da concepção que tem-se  hoje. Na Grécia infância se referia a seres com tendências selvagens que precisavam ser dominadas pela razão e pelo bem ético e político. No universo medieval essa fase da vida era tratada como a natureza pecadora do homem,  momento em que a luz divina não se manifestaria.  Com o Renascimento e Idade Moderna a infância foi abordada como um período de afloramento da razão, porém, nem todos os infantes estavam preparados para dominar as informações que recebiam. Percebe-se que por séculos a criança foi vista como um ser sem importância, quase invisível, pecadora e excluída.

OLIVEIRA, Zilma Ramos de. Educação Infantil: fundamentos e métodos.  São Paulo: Cortez, 2002. 

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Assista o vídeo de Emília Ferreiro

O vídeo apresenta um trecho da palestra de Emíla Ferreiro que faz uma distinção entre alfabetização e letramentto para acessa-lo clique aqui

“Aprendizagem é risco”*

Segundo Juvêncio Barbosa toda aprendizagem supõe correr risco. As crianças diariamente nas instituições de ensino enfrentam o medo do desconhecido, da insegurança de não ser capaz ou de não poder errar nas atividades propostas. Essa situação pode criar um bloqueio,  dificultando o processo de aquisição do conhecimento. É preciso entender que errar faz parte do processo de ensino-aprendizagem; a “[...] aprendizagem verdadeira tem pouca chance de ocorrer sem a possibilidade de fracassar (BARBOSA, 1998, p. 135). Cabe a escola trabalhar de forma expressiva e sensível com essa situação; se a instituição cobra um preço alto pelo erro a criança não se arriscará ousar tanto para aprender. Os alunos analisam o tempo disposto e o prazer proporcionado em uma aprendizagem, eles “[...] prevêem as recompensas e o preço a ser pago pelo erro” (BARBOSA, 1998, p. 136), se entendem que o erro é concebido como algo grave e a recompensa não é agradável, concluem que não vale a pena aprender.

*Referência:
BARBOSA, J. Juvêncio. Aprendizagem e leitura em discussão. In ___________Alfabetização e leitura. São Paulo: Cortez, 1998. p. 127-143.’’